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quinta-feira, 1 de abril de 2010


"A páscoa traz a possibilidade de redenção dos pecados e dos erros, por meio da ressurreição interior com mudanças efetivas em nosso modo de viver, a ressurreição interior É ser capaz de mudar, é partilhar a vida na esperança, é lutar para vencer toda sorte de sofrimento. É ajudar mais gente a ser gente, é viver em constante libertação, é crer na vida que vence a morte. É dizer sim ao amor e à vida, é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade. É renascimento, é recomeço, é uma nova chance para melhorarmos as coisas que não gostamos em nós, para sermos mais felizes por conhecermos a nós mesmos mais um pouquinho e vermos que hoje, somos melhores do que fomos ontem. (Autor desconhecido)"

Um grande abraço e uma feliz Páscoa!

São os Votos do CTG Sentinelas do Pago!

terça-feira, 30 de março de 2010

POESIA - MULHER GAÚCHA

MULHER GAÚCHA
Antônio Augusto Fagundes

Os velhos clarins de guerra
desempoeirando as gargantas
quero-querearam no pago.
E o patrão coronelado,
reuniu em torno parentes,
posteiros, peões e agregados.
Chegara um próprio do povo
trazendo urgente recado
que se ia pelear de novo
e o coronel, satisfeito,
dizia, fazendo graça:
"vamos ver, moçada guapa,
quem honra a estirpe farrapa
e atropela numa carga
por um trago de cachaça...Os velhos clarins de guerra
desempoeirando as gargantas


Um filho saiu tenente,
o mais velho - capitão,
um tio ficou de major.
(o pobre que passa o pior,
a oficial não chega, não:
o capataz foi sargento,
um sota ficou de cabo
e a peonada, e os posteiros,
ficaram soldados rasos
pra pelear de pé no chão...)

Carneou-se um munício farto
- vindo de estâncias vizinhas -
houve rações de farinha,
queijo, salame e bolacha,
se santinguando em cachaça
a sede dos borrachões.

E a não ser saudade e mágoa
nada ficou pra trás
a garganta dos peçuelos
misturava pesadelos
sanguessugando, voraz,
cartuchos e caramelos,
o talabarte e o pala,
bolacha e pente de bala,
fumo e chumbo - guerra e paz...
No humilde rancho de um posto,
um moço encilhou cavalo
beijou a prenda e se foi.
Na madrugada campeira
luzia a estrela boieira
sinuelando o arrebol
e as barras de um dia novo
glorificavam o horizonte
lavando a noite defronte
com tintas de sangue e sol.

E durante largo tempo
ficou a moça na porta
olhando a estrada, a chorar,
sem saber porque o marido
tem que partir e lutar,
não entendia de guerra!
Pobre só votam em quem mandam
e desconhece outra coisa
que não seja trabalhar.

Então a moça franzina
tomou uma decisão!
Esqueceu delicadezas,
ternuras de quase -noiva
e atou os cabelos negros
debaixo de um chapelão
e se atirou no trabalho,
cuidando da casa e campo,
do gado e da plantação.

Emagreceu e tostou-se
e enrijeceu como o aço!
Temperando-se na luta
madurou-se como a fruta
que é torcida no baraço.

Montou e recorreu campo,
botou vaca, tirou leite
e arrastou água da sanga.
Fez do tempo a sua canga
no lento girar do dia
e quando as vezes parava
comovida, acariciava
o ventre, que pouco a pouco
se arredondava e crescia.

Só a noite, quando cansada
fechava o rancho e dormia
seu homem lhe aparecia:
ora voltava da guerra,
ora peleava - e morria!...
Que triste o rancho vazio
nas longas noites de frio
ou nas tardes de garoa!
Que medo de ir a estância!
(e ao mesmo tempo, que ânsia
de saber notícia boa!)
Vizinha perdera o filho.
pra outra, fora o marido.
E um dos que tinham, morrido,
um moço, que era tropeiro,
quando feito prisioneiro
tinha sido degolado
sem nenhuma compaixão.
E até um filho do patrão
se ensartara numa lança
em meio a uma contradança
de berro, tiro e facão.

E o fulano? Que fulano?
Aquele, que era posteiro!
Moço guapo! No entrevero
é como um raio a cavalo.

Trezontonte levou um pealo
mas é sujeito de potra:
já está pronto pra outra,
sempre disposto e faceiro.

E a moça voltava ao rancho,
tão moça ainda, e tão só!
E quando fitava a estrada,
só via o vazio do nada,
o nada o silêncio e o pó.

Não sabe quem vem primeiro,
se vem o pai, ou o filho.
E os seus olhos, novo brilho
roubaram de dois luzeiros.

Cada noite, cada aurora,
vai encontrá-la a pensar:
quando o marido voltar,
de novo estará bonita
- novo vestido de chita
e novo brilho no olhar.
E quando o filho chegar,
quantas cargas de carinho
carretearão os seus dedos!
Quantos e quantos segredos
sussurrarão, bem baixinho!
E para ele, os passarinho
cantarão nos arvoredos...

Qual deles chega primeiro?

E se um deles não chegar...?

Mas a guerra segue além,
o filho ainda não vem
e ela a esperar e a esperar!...

Bendita mulher gaúcha
que sabe amar e querer!
Esposa e mãe, noiva e amante
que espera o guasca distante
e acaba por compreender
que a vida é um poço de mágoa
onde cada pingo d'água
só faz sofrer e sofrer.

segunda-feira, 29 de março de 2010


2010 COM FORÇA MAXIMA!!!

O GRUPO XIRU COMUNICA A TODOS OS NOSSOS ADMIRADORES, AMIGOS E COLABORADORES A DECISÃO DE ENTRARMOS EM UM PEQUENO "RECESSO",

COM DATA PREVISTA DE RETORNO AOS RODEIOS PARA (JULHO-2010).

MOTIVO: ENQUADRAR NOVOS COMPONENTES AO GRUPO DE DANÇAS;

MONTAGEM DE NOVA ENTRADA E SAÍDA

A coordenação.


BREVE MENSAGEM DO COORDENADOR
PARA TODOS OS COMPONENTES DO GRUPO DE DANÇAS XIRU

Gostaria explanar a felicidade com o ingresso de novos componentes no grupo, deixando claro e com orgulho dizer que o caminho que estamos traçando é o mais correto.

Tendo sempre como objetivo a amizade e o respeito entre irmãos, não de sangue, mas de coração e tradição.

Com este espírito, novos desafio irão surgir, mas de forma alguma irão sucumbir diante de qualquer situação adversa.

A família Sentinelas do Pago agradece aos novos casais de dançarinos, pois com certeza vão elevar ainda mais o nome de nosso grupo de dança, grupo este que tenho orgulho de mencionar.

"" GRUPO XIRU DO SENTINELAS DO PAGO "


Aos afastados aguardamos ansiosos pelo o breve retorno, aos novos, muita felicidade em nosso grupo e volto a dizer, vocês juntamente com os demais serão o presente e o futuro de nosso grupo, pois:.

NENHUM DE NOS É TÃO BOM QUANTO TODOS NOS JUNTOS

PAULO EDSON COSTA VIEIRA - COORDENADOR


Abaixo segue a lista atualizada dos componentes:


Fabiana Neves Rossato

Getulio Tuchtenhagen

Valduir Antonio Luy

Juliana Correia

Rubens Freitas da Silva

Rosana Martins Freitas

José Luciano da Silva Loreto

Fabiana Oliveira Veleda

Paulo Edson Costa Vieira

Leda Marisa Rosa Vieira

Deoclecio Radovik dos Santos

Vera Beatriz Alves de Lacerda

Glederson dos Santos Steinmetz

Carina Ribeiro Steinmetz

Alexsandro Oliveira Santana

Fabiana dos Santos Thomaz