Loading...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

FESTAS JUNINAS

Origem da Festa Junina
Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.
De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).
Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.
Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.
Festas Juninas no Nordeste
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.
Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.
Tradições
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.
Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.
fonte: http://www.suapesquisa.com/musicacultura/historia_festa_junina.htm

As Festas Juninas no Rio Grande do Sul - Por Antônio Augusto Fagundes
As verdadeiras festas juninas do Rio Grande do Sul são as seguintes:
SANTO ANTONIO - Comemora-se a 13 de junho e, em certos municípios - como Mostardas e Tavares - manifestam-se os Ternos, hoje com menor intensidade. Embora esses cantores ambulantes lembrem os clássicos Ternos de Reis, os versos que cantam deixam bem claro o santo que evocam.
O normal é fazer a festa de Santo Antonio no dia que lhe é consagrado no calendário gregoriano, acendendo a fogueira no entardecer do dia 13 e, a partir daí, realizando as costumeiras provas de amor, jogo de prendas e salto sobre as brasas. Ultimamente, porém, está se verificando a tendência de se comemorar o dia de Santo Antonio no Dia dos Namorados (12 de junho), de inspiração comercial.
SÃO JOÃO - É a festa junina mais popular do estado, com os gaúchos acendendo fogueiras em incontáveis municípios. Ocorre, porém, frequentemente um erro: as fogueiras são acesas na véspera de São João e não, como deveria ser, à tarde do dia 24 de junho.
A roupa adequada para essa ocasião é a gauchesca de festa. A comida é a galinha frita, assada ou com arroz, a batata-doce, o pinhão (preparado de várias maneiras), o amendoim, a pipoca, a cangica, os doces campeiros. Assar churraso, ainda mais nas brasas da fogueira, seria um desrespeito ao santo. Bebe-se cachaça, quentão, jacuba ou capilé.
Conta-se que na antiga Judéia as primas Isabel e Maria estavam grávidas e moravam em casas distantes. A primeira que ganhasse bebê deveria anunciar a boa nova à outra, acendendo uma fogueira na frente da própria casa. Santa Isabel ganhou o filho, São João Batista, primeiro e cumpriu o prometido e até hoje os gaúchos acendem fogueiras, anunciando a vinda do santo.
Tem-se, porém que "acordar" São João, por que à noite, é claro, ele dorme no céu. Por isso explodem foguetes e bombas. O secular costume de soltar balões está em desuso, no estado.
São João também tem seu terno, com versos próprios.
Em São Borja, no RS, realiza-se anualmente a festa de São Joãozinho Batista, quando,a baixo de cantos religiosos próprios, a imagem do santinho é retirada da casa da festeira e vai, em andor, até a Fonte de São João, distante várias quadras. À passagem da procissão o pátio das casas nas ruas percorridas vão se iluminando com a inflamação de fogueiras, enquanto a paizada vai soltando bombas e foguetes. Chegando à fonte, a imagem é passeada nos ombos de um devoto (sempre o mesmo) sem se molhar. Depois, todos voltam sem grandes formalidades à casa da festeira, onde se realiza um baile animado a gaita, violão e pandeiro, com comes e bebes. No outro dia, à tarde (aí sim, dia de São João), é realizada uma Mesa de Inocentes, farte e à vontade, para a gurizada do bairro.
Em muitos lugares, porém, como em São Borja e no interior de Sobradinho, ocorre o interessante fenômeno de "caminhar sobre as brasas", de pés descalços. É verdadeiramente impressionante.
Na festa de São João em várias cidades, quando realizada pelo padre, acontecem os tradicionais "leilões" (galinha, leitão), "pescaria", etc. Quando a festa é espontânea, ocorrem jogos de prenda, baile e provas de amor e saúde, algumas destas à meia-noite em ponto.
SÃO PEDRO - O santo guardião das chaves, porteiro do céu, é o padroeiro do Rio Grande do Sul. A Estância da Poesia Crioula, academia de letras do gauchismo, realiza todos os dias 29 de junho a festa máxima. Hoje quase não se acendem as fogueiras de São Pedro e raramente aparece o Terno deste santo.
AS FOGUEIRAS - As fogueiras juninas merecem uma consideração à parte. A de Santo Antonio é quadrada. A de São João, redonda. A de Sâo Pedro, triangular.
O festeiro escolhido para comandar os festejos de qualquer um dos santos de junho deve escolher um bom Capitão de Mastro e um bom Alferes de bandeira, os quais organizarão a fogueira, tratarão da implantação do mastro para a bandeira e mandarão confeccionar (onde ainda não existir) a própria bandeira. É adequado, também, fincar-se um pau-de-sebo no local da festa, para diversão do piazedo. A fogueira centraliza a festa. Mesmo depois de extinta, os namorados, de mãos dadas, ainda pulam por cima de suas brasas.
Assim são - e assim tem que continuar comemoradas no Rio Grande do Sul as festas dos santos de junho, as festas juninas.
Fonte: http://www.paginadogaucho.com.br/fest/fja.htm

Um comentário:

  1. Bueno!

    O Rodeio estará hoje nas páginas do JORNAL A SEMANA. Terça que vem estará nas páginas do JORNAL DE ALVORADA.

    Estará ainda hoje em:
    - www.jardimalgarve.com.br
    - www.bairroamericana.com.br
    - www.alvorada.com.br

    Já está no PROSA GALPONEIRA: http://prosagalponeira.blogspot.com/2010/07/coluna-do-jornal-semana-de-alvorada.html

    Também está no blog do Q'TAL TCHÊ PILCHAS.

    Abraços

    Valdemar Engroff

    ResponderExcluir